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03/04/2025
EMPREGOS

Falta candidato para 58% das vagas para deficientes em SP

Com o objetivo de reduzir o déficit de qualificação apontado pelo mercado, a Secretaria Municipal do Trabalho criou o programa Inclusão Eficiente, que empregou 3.232 pessoas entre 2005 e fevereiro deste ano. Para participar, é preciso ir a uma das cinco unidades do Centro de Apoio ao Trabalho ou se cadastrar pela web, no endereço www.prefeitura.sp.gov.br/eficiente.

Já a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência mantém um programa de contratação em parceria com a Serasa. No ano passado, cerca de cem deficientes foram contratados. Informações podem ser obtidas pelo telefone 2847-9927.

Criada em 2002, a ONG Instituto Paradigma oferece cursos gratuitos a maiores de 18 anos. Professores ensinam português, matemática, informática e noções de comportamento no trabalho. Mais informações: 5090-0075.

A contratação de uma cota mínima de portadores de deficiência é prevista em lei, mas, na capital, 58,6% desses postos de trabalho estão vagos. A dificuldade em preencher as 72.360 vagas ociosas está em achar mão de obra qualificada.

A dois meses de completar 18 anos em vigor, a Lei Federal 8.213 estabelece cotas de contratação conforme o número de funcionários da empresa (veja abaixo).

Levantamento da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) em São Paulo mostra que 51.107 pessoas com deficiência foram contratadas entre 2001 e 2008. A maior parte delas está na indústria, seguida pelo setor de serviços e pelo comércio.

Em 2008, 4.107 empresas na capital se enquadravam na lei. Juntas, deveriam preencher 123.467 vagas, 47,9% do que é oferecido em todo o país. Quem não preenche a cota fica sujeito a multas. Entre 2006 e 2008, a SRTE aplicou 1.070 punições.

Das empresas enquadradas na lei, 1.037 não contrataram. A justificativa, em geral, é a falta de qualificação.

“Isso ainda é um problema. Poucos deficientes têm os ensinos fundamental e médio concluídos”, avalia a gerente de seleção do Grupo Medial, Maria de Fátima Seyfarth.

Para preencher as 350 vagas exigidas, a empresa criou um projeto específico há cinco anos, que inclui cursos de capacitação para os deficientes e orientação aos demais funcionários. “A lei chamou atenção para essa realidade, mas, até chegar ao mercado, esses profissionais precisam ter acesso a educação”, diz a gerente. l

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