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09/10/2026

São Calisto I

<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”>Romano de Trastevere,filho de escravos, São Calisto não teve vida fácil. Ele está sepultado com efeito na igreja de Santa Maria, Trastevere, e não nas catacumbas que levam seu nome.</span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>Administrador pouco habilidoso<br />
</b></span><span style=”font-size: 12pt;”>O cristão Carpóforo, da família do imperador Cômodo, havia lhe confiado a administração dos bens da comunidade cristã. Não foi um hábil administrador e, descoberto um grande desfalque, Calisto fugiu.</span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”>Capturado Óstia, a ponto de zarpar, foi condenado a girar a roda de um moinho. Carpóforo mostrou-se generoso, condenando-o a pagar o débito, mas a justiça seguiu seu curso. Foi condenado à flagelação, depois, deportado para as minas da Sardenha.</span></p>
<h2 style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”>São Calisto I: de Condenado a Papa da Igreja</span></h2>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>A Liberdade<br />
</b></span><span style=”font-size: 12pt;”>Libertado, o Papa Vítor ocupou-se pessoalmente dele — sinal de que Calisto desfrutava de certa fama, furto à parte. Para desviá-lo da tentação, fixou-lhe um ordenado. O sucessor Zeferino foi igualmente generoso: ordenou-o diácono e confiou-lhe a guarda do cemitério cristão na via Ápia Antiga (as célebres catacumbas conhecidas todo o mundo com seu nome).</span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>Missão: Cemitérios da Igreja<br />
</b></span><span style=”font-size: 12pt;”>O Papa Zeferino, no entanto, o chamou de volta à Roma, confiando-lhe os cuidados dos cemitérios da Igreja. Assim começou a escavação do grande cemitério ao longo da Via Appia que leva seu nome.</span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>Eleito Papa<br />
</b></span><span style=”font-size: 12pt;”>Com a morte de Zeferino, Calisto foi eleito Papa. Mas seu pontificado atraiu as inimizades de uma ala da comunidade cristã de Roma que o acusou falsamente de heresia.</span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>Opositores<br />
</b></span><span style=”font-size: 12pt;”>Ele teve muitos opositores entre os cristãos dissidentes de Roma e, justamente, de um escrito do líder desses cristãos separados, um antipapa. Por essa razão, temos quase todas as notícias sobre ele apresentadas, porém, de forma tendenciosa. Lemos que, antes de se tornar Papa, ele era escravo e fraudador. Tendo fugido para Portugal, foi preso e levado de volta a Roma, onde foi condenado a trabalhos forçados nas minas da Sardenha. Retornando a Roma por ocasião de uma anistia, ele foi enviado para Anzio.</span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>Páscoa<br />
</b></span><span style=”font-size: 12pt;”>São Calisto coroou a vida com o martírio, como bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Segundo a tradição mais segura, morreu numa revolta popular contra os cristãos e foi lançado a um poço. Mais tarde, deram-lhe sepultura honorífica no Cemitério de Calepódio, na Via Aurélia, junto do lugar do seu martírio. Assim se explica não ter sido enterrado na grande necrópole que ele próprio ampliara e onde foram enterrados São Zeferino e os Papas seguintes, na parte chamada precisamente Cripta dos Papas.</span></p>
<h3 style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”>O Legado de São Calisto I</span></h3>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>A Construção da Cripta<br />
</b></span><span style=”font-size: 12pt;”>Uma das metas obrigatórias para os peregrinos e turistas que se dirigem à Roma são as catacumbas. Particularmente célebres e frequentadas são as de São Calisto, definidas pelo Papa João XXIII “as mais respeitáveis e as mais célebres de Roma”. Numa área de mais de 120.000 m², com quatro andares sobrepostos, foi calculado que lá existem não menos de 20 quilômetros de corredores.</span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>Importância da Cripta<br />
</b></span><span style=”font-size: 12pt;”>Essa obra colossal fixa para sempre a memória de São Calisto, que cuidou de sua realização, primeiro como diácono do Papa Zeferino, e depois como o próprio Papa. Mas além das dimensões, este lugar é precioso pelo grande número e pela importância dos mártires que ali foram sepultados, e particularmente célebres são a cripta de Santa Cecília e a contígua à dos papas, na qual foram sepultados o Papa Ponciano Antero, Fabiano entre outros.</span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>Relíquia<br />
</b></span><span style=”font-size: 12pt;”>O túmulo dele está colocado bem no meio da Roma antiga, na basílica de Santa Maria in Trastevere, que, construída por determinação do Papa Júlio, na metade do século IV, foi intitulada também de São Calisto.</span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>Minha oração<br />
</b></span><span style=”font-size: 12pt;”><i>”Ao Papa santo e pastor da Igreja, rogai pelos fiéis espalhados pelo mundo e não os deixeis abandonados sem pastores. Atrai vocações para o seguimento radical de Cristo assim como novos sacerdotes. Que sejamos santos à imagem de Jesus, Bom pastor. Amém!”</i></span></p>
<h3 style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><b>São Calisto I, rogai por nós!</b></span></h3>
<h3 style=”text-align: center;”><span style=”font-size: 14pt;”><b>Outros santos e beatos celebrados 14 de outubro:</b></span></h3>
<h2 style=”text-align: center;”><span style=”font-size: 14pt;”><a href=”https://www.liturgia.pt/martirologio/elogio.php?data=2024-10-9#” target=”_blank” rel=”noopener”><span class=”seculo”>Martirológio Romano</span></a></span><br />
<span class=”byline” style=”font-size: 14pt;”>Secretariado Nacional de Liturgia</span></h2>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”>São<strong>Calisto I</strong>, papa e mártir, que, sendo diácono, depois de um longo exílio na ilha da Sardenha, teve a seu cuidado o cemitério da Via Ápia que é designado com o seu nome, onde deixou para veneração da posteridade as memórias dos mártires; depois, eleito papa, promoveu a recta doutrina e reconciliou benignamente os apóstatas, terminando o seu intenso pontificado com a glória do martírio. Neste dia comemora-se a deposição do seu corpo no cemitério de Calepódio, junto à Via Aurélia, Roma.<span class=”seculo”>(† c. 222)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>2. </strong>Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São<strong>Lúpulo</strong>, mártir.<span class=”seculo”>(† data inc. )</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>3. </strong>Em Rímini, na Emília, também na Itália, São<strong>Gaudêncio</strong>, que é venerado como primeiro bispo desta cidade durante o tempo de perseguição.<span class=”seculo”>(† s. IV)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>4. </strong>Em Bruges, no território da actual Bélgica, a comemoração de São<strong>Donaciano</strong>, bispo de Reims, cujas relíquias se conservam nesta cidade.<span class=”seculo”>(† 389)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>5.</strong> Em Tódi, na Úmbria, região da Itália, São<strong>Fortunato</strong>, bispo, que, como refere o papa São Gregório Magno, manifestou especialmente a sua virtude na assistência aos enfermos.<span class=”seculo”>(† s. V)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>6*.</strong> No território de Chalons, na Champagne, região da Gália, hoje na França, Santa<strong>Manequilde</strong>, virgem.<span class=”seculo”>(† s. V)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>7*.</strong> Em Lúni, na Ligúria, região da Itália, a comemoração de São<strong>Venâncio</strong>, bispo, que dedicou especial atenção ao clero e aos monges e teve a estima e amizade do papa São Gregório Magno.<span class=”seculo”>(† s. VI)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>8*.</strong> Em Beauvais, cidade da Nêustria, actualmente na França, Santa<strong>Angadrisma</strong>, abadessa do mosteiro fundado por Santo Ebrulfo e chamado Oratório, hoje Oroër-des-Vierges, porque tinha vários lugares de oração, onde o Senhor era venerado sem interrupção.<span class=”seculo”>(† c. 695)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>9*.</strong> Em San Severino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São<strong>Domingos</strong>- chamado<strong>Loricato</strong>, porque levava cingida ao corpo uma couraça de ferro – presbítero da Ordem Camaldulense, o qual, tendo sido ordenado simoniacamente, depois se fez eremita e, discípulo de São Pedro Damião, levou uma vida de austeridade e rigorosa observância.<span class=”seculo”>(† 1060)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>10♦.</strong> Em Kokura, no Japão, o Beato<strong>Diogo Kagayama Haito</strong>, mártir.<span class=”seculo”>(† 1619)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>11*.</strong> Em Angers, na França, o Beato<strong>Tiago</strong><strong>Laigneau</strong><strong>de</strong><strong>Langellerie</strong>, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por ser sacerdote foi decapitado.<span class=”seculo”>(† 1794)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>12*.</strong> Em Picadero de Paterna, localidade da província de Valência, na Espanha, a Beata<strong>Ana</strong><strong>Maria</strong><strong>Aranda</strong><strong>Riera</strong>, virgem e mártir, que, tempo de perseguição contra a fé cristã, derramou o seu sangue por Cristo.<span class=”seculo”>(† 1936)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>13*.</strong> No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, na Baviera, região da Alemanha, os beatos<strong>Estanislau Mysakowski</strong>e<strong>Francisco</strong><strong>Roslaniec</strong>, presbíteros e mártires, que, durante a ocupação militar da Polónia por inimigos de Deus e da humanidade, consumaram o martírio na câmara de gás.<span class=”seculo”>(† 1942)</span></span></p>
<p style=”text-align: justify;”><span style=”font-size: 12pt;”><strong>14*.</strong> Em L’viv, na Ucrânia, o Beato<strong>Romano</strong><strong>Lysko</strong>, presbítero e mártir, que, tempo de perseguição contra a fé, seguindo os passos de Cristo, pela sua graça chegou ao reino celeste.<span class=”seculo”>(† 1949)</span></span></p>

Data

out 14 - 15 2031

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