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Após muito esforço e luta pela igualdade de direitos, os aracajuanos com deficiência física já podem obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Graças ao apoio da sociedade civil organizada, órgãos públicos e da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através do Conselho Municipal de Defesa das Pessoas com Deficiência, Aracaju agora passa a ter carros adaptados para que deficientes possam aprender a dirigir.

A autoescola Paraty foi a primeira a atender as normas da Lei Municipal n° 3702, de 2009, que determina que todos os centros de formação de condutores mantenham veículos adaptados para a garantia do aprendizado de pessoas com deficiência física. Para a presidente do Conselho, Gorete Medeiros, a nova conquista prova a inclusão dos deficientes na sociedade.

Essa conquista representa um avanço muito grande pra garantia dos direitos da pessoa com deficiência. É um grande motivo de comemoração e demonstração de responsabilidade cidadã", afirma Gorete.

A modificação ou adequação dos carros consiste em adaptar a embreagem à alavanca de câmbio, comando de freio e acelerador manuais, tanto para o lado esquerdo quanto para o direito, acelerador esquerdo, pomo giratório, prolongador de pedais, pedal removível, controle de comando elétrico, empunhadura tipo copo e piloto automático.

Segundo o gerente da autoescola Paraty, Arisneto Pacheco, o serviço começou a ser disponibilizado no mês de janeiro deste ano. "Estamos muito felizes por conseguir honrar esse compromisso com a população. Agora é esperar para conseguir acompanhar a demanda, mas já podemos dizer que a novidade é um sucesso. Atualmente temos uma média de 12 clientes, com aulas que acontecem todos os dias pela tarde e noite", explica o gerente.

As aulas práticas têm a duração de 50 minutos, quando os alunos aprendem todas as técnicas da direção especial. Para Diego Monte, aluno da primeira turma para deficientes físicos, a oportunidade de aprender a dirigir é um sonho realizado.

"Agradeço muito a todos que lutam para que eu pudesse estar aqui hoje. É muito bom me sentir incluído na sociedade, me sentir participante. Estou realizando um sonho, e mostrando para todos que tenho uma deficiência, mas tenho também condições de dirigir como qualquer outro cidadão", afirma o futuro motorista.

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