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Agudos - Uma pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Serviço Social da Instituição Toledo de Ensino (ITE) de Bauru em Agudos, a pedido da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) da cidade, será um importante instrumento na elaboração de políticas públicas voltadas a portadores de necessidades especiais e famílias em situação de vulnerabilidade social. A pesquisa feita em 10% das casas da cidade de cerca de 35 mil habitantes revelou que a quantidade de portadores de deficiência mental se aproxima do total de portadores de deficiência física.
O estudo divulgado na semana passada, que demorou sete meses para ser concluído, identificou 282 pessoas com algum tipo de necessidade especial em Agudos: 109 com deficiência física, 96 com deficiência mental, 29 com deficiência múltipla, 22 com deficiência auditiva, 15 com outras deficiências e 11 com deficiência visual.

Desse universo, 168 famílias recebem algum tipo de benefício do poder público. Os maiores beneficiados (36,3%) são os filhos.

A pesquisa também revelou que, do total de pessoas com deficiência na cidade, 55,4% são homens e 44,6% mulheres. A maioria das famílias (53,5%) recebe entre 1 e 3 salários mínimos. Na área da educação, apenas 20,6% das pessoas com deficiência frequentam a escola, contra 79,4% que não estudam. A maioria (56,9%) cursa o ensino fundamental e apenas 1,7% está matriculada no ensino superior. Dos que não estudam, 39,7% alegam que a razão é a falta de interesse.

Em relação à saúde, segundo o levantamento, 77% das pessoas portadoras de necessidades especiais recebem algum tipo de tratamento, contra 23% que afirmam não receber atendimento algum. 30% delas são assistidas pela Apae, 24,9% atendidas em postos de saúde e 36,9% em outras instituições.

Um dado curioso destacado na pesquisa foi o fato de muitas famílias negarem a deficiência de seus parentes. Na opinião dos coordenadores, esse preconceito gerado, muitas vezes, pela desinformação, pode resultar em falta de diagnóstico e tratamento para habilitação e reabilitação dos deficientes.

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Diagnóstico social


A pesquisa de Diagnóstico Social de Agudos revelou índice bastante significativo de famílias em situação de vulnerabilidade social. Cerca de metade da população pesquisada se coloca nas faixas de alta (31,4%) e de muito alta (17,9%) vulnerabilidade, totalizando 49,3%. A dificuldade de acesso à renda pode ser apontada como um dos fatores responsáveis por esses resultados.

Segundo dados oficiais, a renda per capita média na cidade é de apenas 1,75 salário mínimo, contra 2,68 na região e 2,92 no Estado. Embora o município seja considerado destaque na região pelo seu desempenho industrial, o levantamento revelou que o número de empregados neste setor (20,8%) está bem abaixo dos setores de comércio e serviços (67,8%), demonstrando que os investimentos em qualificação de mão de obra devem ser direcionados a essas áreas da economia.

Os dados apontam que a grande maioria dos trabalhadores (825) possui emprego formal, com carteira assinada. Porém, se somarmos os que trabalham sem carteira assinada, em trabalhos informais, os desempregados e os que realizam apenas trabalhos esporádicos, o número atinge 1.070 pessoas.

Um dado positivo do estudo refere-se à infraestrutura urbana de Agudos. A cobertura de água encanada atinge 99,6% das residências; a coleta de lixo 99,8%; 92% das moradias pesquisadas possuem asfalto, sendo que apenas 5,7% não possuem calçamento e 99,1% dos entrevistados possuem relógio de energia próprio.

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Dados orientam
política pública


A secretária da Assistência Social de Agudos, Simone Guilhem Tolosa Pires de Bortolli, afirma que as pesquisas realizadas pela ITE de Bauru vão contribuir para que a prefeitura direcione as políticas públicas aos setores e regiões que mais necessitam. “Nós conseguimos detectar as áreas de vulnerabilidade social, que a gente já tinha uma ideia, com tudo documentado e, através desse documento, vamos implantar uma política voltada para onde estão as dificuldades”, explica.

De acordo com a responsável pelas pesquisas, a professora Egli Muniz, a princípio, seria feito apenas levantamento censitário dos portadores de deficiência no município para que eles fossem inseridos na Apae ou nos serviços sociais da prefeitura. Durante as discussões para elaboração do projeto de pesquisa, a Secretaria de Assistência propôs uma coleta de dados sobre as demandas da população em situação de vulnerabilidade e risco social.

A análise estatística dos resultados foi desenvolvida pela professora Kátia Lívia Zambon, do CTI da Unesp. Já os relatórios analíticos foram feitos pelas professoras Maria Dvanil DÁvila Calobrizi e Egli Muniz, coordenadora das pesquisas.

http://www.jcnet.com.br/detalhe_regional.php?codigo=186739

Lilian Grasiela/Com Redação

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