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Deficiente físico, o aposentado Galileu Jesus, de 43 anos, não esteve em sua audiência de conciliação com o representante da oficina mecânica que processou porque o prédio onde ficam os juizados especiais e a Vara da Infância da Lapa não tem acessibilidade. Como é cadeirante, não conseguiu subir os 44 degraus do

prédio da Rua Aurélia, por onde passam cerca de 200 pessoas por dia.

 

Galileu buscava uma indenização da oficina que não teria consertado seu carro. "Não pude participar diretamente. A Justiça não foi feita." Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foi pedida autorização para que uma defensora o representasse e não necessariamente a parte tem de se manifestar na audiência. Isso evitou que a audiência fosse na rua, como já ocorreu.

Para o promotor da Infância e da Juventude Wilson Tafner, a necessidade de mudança para outro local é urgente. "Sinto-me constrangido por trabalhar em um prédio público onde grávidas, idosos e deficientes têm de subir 44 degraus para chegar a juízes e promotores", disse ele, defendendo a concentração de órgãos de infância e juventude em um só prédio, com boas condições.

Andressa de Lima, de 26 anos, também penou com a falta de acessibilidade. Ela pleiteava vaga em escola pública com acessibilidade. Seu filho de 6 anos usa cadeira de rodas. Ela teve de deixar a criança no térreo com um parente e descer para vê-lo. "Não tinha como ele subir, um espaço para eu poder dar atenção para ele. Tinha de descer a todo momento. Buscávamos o direito a uma escola acessível em um órgão da Justiça sem acessibilidade."

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