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Quem trabalha ou utiliza a Rodoferroviária de Curitiba com frequência sabe bem que o local precisa de reforma urgentemente. Paredes sujas, goteiras, pouca iluminação, embarque e desembarque no mesmo local, falta de escadas rolantes (ou elevador) e, para completar, a acessibilidade para deficientes físicos, que deixa muito a desejar.

 

 

A questão da acessibilidade é uma das principais reclamações na Rodoferroviária. A vendedora Suzana Leal conta que ouve esse tipo de queixa com muita frequência dos clientes.

 

“Reclamam que a rodoviária está desorganizada, reclamam que têm que ficar subindo escada com mala. E os cadeirantes se queixam mais ainda, pois só tem um elevador para eles”, disse.

Por fora
De fato. Passar de um lado para outro da rodoviária é uma verdadeira maratona para um deficiente físico, seja ele com muleta ou com cadeira de rodas. Se ele estiver na parte de cima, não há como ir do bloco Interestadual para o Estadual se não descer pelo elevador, adaptado para deficientes, sair da Rodoviária e atravessar pela calçada, do lado de fora. Há a passarela de acesso entre os dois setores, mas para chegar a ela há uma escada.

Para Elias Bulhões, deficiente físico e cadeirante, até o elevador adaptado não é suficiente. “O ideal seria um elevador normal, pois a gente não consegue segurar a porta para entrar. Para atravessar para o outro lado por fora é só por um lado, pois do outro tem meio-fio”, reclamou.
Outro deficiente físico que usa muletas, que trabalha na Rodoferroviária e sofre com a falta de estrutura - ele preferiu não se identificar -, conta que tem dificuldades para subir e descer as escadas com o aparato.

“O ideal seria ter uma estrutura melhor aqui dentro, para acesso por dentro mesmo”, disse. Talvez essa estrutura melhor fosse uma rampa ao lado da passarela interna (que liga os setores estadual e interestadual), escadas rolantes e mais elevadores adaptados. “Às vezes um deficiente vem para um lado, enganado, e aí tem que andar todo o trajeto novamente para pegar o elevador”, comentou.

Banheiro

Para o presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, Mauro Nardini, a acessibilidade na Rodoferroviária é boa, mas tem alguns pontos a melhorar. Por exemplo, ele avalia que o box do banheiro para deficientes poderia ser melhorado, bem como as calçadas externas.

“No geral, a rodoviária atende bem o deficiente. Mas está longe do ideal”, afirmou. Ele também destacou as vagas nos estacionamentos. “Há vagas suficientes nos estacionamentos pagos e nos não pagos”, observa.

Não é só a acessibilidade que gera reclamações na Rodoferroviária de Curitiba. Os comerciantes que estão lá há anos contam que há goteiras, que as câmeras de segurança não adiantam (pois os ladrões as burlam), que o local está muito mal conservado e, por fim, que não há rampas ou escadas rolantes.
“Quando chove a gente vê goteiras no terminal inteiro. A Urbanização de Curitiba S.A (Urbs) diz que não adianta arrumar o teto da loja, pois o problema é em cima, na estrutura da rodoviária”, diz a comerciante Silvana Djubatil.

Ela reclama também dos desocupados que vagam pelo terminal. “Deveria ter mais policiamento para tirar essas pessoas daqui. Tem vendedor que perde venda por causa deles, que entram na loja e incomodam clientes. Estou aqui há anos e é sempre a mesma coisa”, diz ela.

Outra vendedora, Suzana Leal, conta que já foi furtada dentro da loja, onde não há câmeras. “A localização da rodoviária é boa, mas deveria ter reformas. Ela tinha que ser pintada, pois a aparência é ruim”, opina. Outros usuários do terminal que preferiram não se identificar reclamaram muito da aparência da rodoviária.

A gestora da área de Desenvolvimento e Planejamento da Urbs, Rosane Gonçalves, afirma que a Rodoferroviária será toda revitalizada com verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Copa do Mundo.

Segundo ela, o projeto executivo já está em fase de licitação e as obras devem iniciar no ano que vem, pois o processo licitatório deve ser concluído neste mês. Depois disso, a empresa vendedora terá 180 dias para licitar a obra, o que deve durar mais ou menos três meses.

Todo o sistema hidráulico e elétrico será trocado, serão colocadas escadas rolantes e haverá locais diferentes de embarque e desembarque. Rosane considera a questão da acessibilidade uma prioridade na rodoviária.

“Estamos pensando nessa questão do cadeirante ter condições de passar de um setor para outro sem sair por fora da rodoviária. A ideia é fazer uma passarela e deixar os elevadores mais modernos”, afirma.

Segundo ela, a rodoviária está bem localizada e não necessita de ampliação. “Por ser um local central, a rodoviária é de fácil acesso. Apesar de ser antiga comporta bem a demanda”, comenta. Rosane diz, ainda, que ainda não sabe se a segurança no terminal será reforçada.

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