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Entre os motivos estão a falta de qualificação e o medo de perder benefício. Em uma empresa da cidade há mais de 500 vagas em aberto. Em uma única empresa de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, existem mais de 500 vagas de emprego abertas para pessoas com deficiência. E uma das explicações para o não preenchimento delas é a falta de qualificação. Por isso existem cursos na cidade para quem quer investir e preencher os postos de trabalho. Contudo, existe outro desafio. Segundo o presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Uberlândia (Adeviude), Ivando Pereira de Araújo, muitos têm medo de entrar no mercado e perder o Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago pelo governo federal aos deficientes que não têm condições de trabalhar.

 

Laudimira Rosa é dona de casa e pode vir a ser massoterapeuta. De acordo com ela, esta “mágica de levar alívio com a ponta dos dedos”, é a chance de tentar arrumar um emprego. “Mesmo que eu não ingresse no mercado de trabalho será importante para mim”, comentou.

 

Vânia Maria Soares Naves nunca recebeu BPC e, desde que perdeu a visão, ela disse que só quer voltar a trabalhar. Há um ano e meio ela passou pelo curso e redescobriu o prazer em ser útil. “Trabalhar é vida. Compartilhar estes momentos de ajuda ao ser humano é muito interessante porque me ajuda a viver. É muito bom para mim”, afirmou.

O curso já está na terceira turma e tem dados bons resultados. Dos 15 participantes, sete foram contratados. Mas este número poderia ser maior se as pessoas com deficiência estivessem mais interessadas em ingressar no mercado de trabalho. Conforme o presidente da Adeviude, o medo de perder o benefício de prestação continuada é maior.

Mas depois da alteração da Lei Orgânica de Assistência Social, a pessoa que consegue um emprego não perde o benefício. Ele fica suspenso pelo período em que a pessoa estiver trabalhando. Depois, se for necessário, é só fazer o requerimento e não é preciso fazer avaliação médica. Além disso, agora há a possibilidade de trabalho como aprendiz, o qual não há restrição de idade e o indivíduo também não perde o Benefício de Prestação Continuada.

“A partir do momento que ele ingressar como aprendiz recebe o salário de aprendiz e o BPC. São rendas cumulativas durante o período máximo de dois anos e, durante este período, caso ele não tenha se adaptado ao mercado de trabalho, ele continua recebendo o beneficio”, explicou Maria Fernanda Frare, da comissão de empregabilidade do Ministério Público e coordenadora do Programa Aprendiz Empreendedor da Fundação Maçônica.

Para a diretora de Talentos Humanos, Cida Garcia, estas explicações são a chance de estimular pessoas com deficiência a se interessarem em entrar no mercado. Na empresa em que ela trabalha, são mais de 500 vagas abertas, por isso, começaram a investir em formação. “Se a pessoa vem preparada e a empresa está adequada no ambiente tanto físico quanto humano para recebê-la, ela tem condição de fazer carreira”, concluiu.

Fonte: G1-MG

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