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Abrir uma porta, entrar em casa ou tomar um banho são simples atividades cotidianas para a maior parte das pessoas. Para a parcela da população portadora de necessidades físicas especiais, entretanto, elas podem se transformar em tormentos diários, caso não haja as condições ideais de acessibilidade.

Por isso, parte das casas destinadas às vítimas das enchentes que atingiram Alagoas, em junho deste ano, foi adaptada especialmente para deficientes físicos.

 

Os projetos foram desenvolvidos por arquitetos da Superintendência de Política Habitacional da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra). As adaptações incluem a inserção de barras de apoio nos banheiros, a construção de rampas nas entradas das casas e um espaço maior nos cômodos do imóvel, que permite a livre circulação de cadeiras de roda.

Somente no município de União dos Palmares, um dos mais castigados pela tragédia, 29 portadores de necessidades especiais estão desabrigados, desalojados ou morando em área de risco, de acordo com levantamento feito pela Associação dos Deficientes Físicos do município, a Adefup.

Para o presidente da Associação, Antônio Rozendo da Silva, a construção de casas adaptadas facilita o convívio e o dia a dia na comunidade. “Muita gente nem imagina, mas temos muita dificuldade para desempenhar atividades simples no cotidiano. Uma casa adequada facilita totalmente nossa vida. Fico muito feliz em saber do empenho do Estado para nos atender”, diz o presidente da Adefup.

Segundo a superintendente de Política Habitacional da Seinfra, Marisa Perez, 3% das casas de cada empreendimento aprovado pelo Comitê de Análise de Projetos Habitacionais foram projetadas especialmente para deficientes físicos. Ou seja, das 6.170 casas aprovadas até agora pelo Comitê, 185 são adaptadas.

“Em todos os 19 municípios atingidos pelas enchentes haverá casas adaptadas, seguindo determinação do Programa Minha Casa, Minha Vida. Caso a oferta seja maior que o número de deficientes físicos desabrigados, estas serão destinadas a pessoas idosas, que também possuem dificuldades de locomoção”, explica Marisa Perez.

A superintendente informa, ainda, que as casas especiais possuem portas internas que abrem para fora, facilitando o acesso dos moradores. “E como o espaço interno precisa ser maior para a circulação, a área construída também é maior. Enquanto a maioria das casas possui 41 m2 de área, as adaptadas possuem 59m²”, afirma Perez.

No total, o governo do Estado deve reconstruir cerca de 18 mil casas, que foram destruídas ou danificadas pelas enchentes ou que ainda estão em áreas consideradas de risco. Até agora, o Comitê de Análise já aprovou a reconstrução de 6.170 casas, nos municípios de União dos Palmares, Rio Largo, Quebrangulo, Cajueiro, Jacuípe, São José da Lage, Murici e Viçosa.



Leia mais: http://tudoglobal.com/blog/capa/75739/reconstrucao-novas-casas-serao-adaptadas-para-deficientes-fisicos.html#ixzz0zKTmrM2g

 

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