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jogos-paraolimpicos-13Dentro do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), o Grupo de Apoio Terapêutico (GAT) é o setor que dá suporte a outros setores do hospital como clínica médica e cirúrgica. Presta atendimento à UTI adulto, infantil e neopediátrica nas áreas de psicologia, fisioterapia, assistência social. Um dos serviços oferecidos pelo GAT é o de Fonoaudiologia, realizado em parceria com a Fisioterapia e Enfermagem. Os profissionais trabalham no sentido de promover a transição para a dieta via oral em substituição a dieta por sonda. Restabelecer funções como: mastigação, deglutição, além da fala e a função cognitiva (percepção do mundo que o cerca) afetada por alguma paralisia.

Com um trabalho amplo, atua nos casos graves em que o paciente está com a fala comprometida em virtude de seqüelas decorrentes de traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC). Com exercícios específicos e variados, devolve, aos poucos, a capacidade de deglutição e mastigação ao paciente, dessa forma, melhorando seu quadro clínico geral e sua parte imunológica que por conta da alimentação precária, tende a ficar baixa.
Realiza junto a UTI Neonatal um trabalho vital para os bebês prematuros que precisam de estímulo para desenvolver a capacidade de sucção, deglutição a fim de ganhar peso e consolidar suas funções vitais. Ou seja, estímulo para mamar.
“Um trabalho árduo e repetido que requer paciência e comprometimento tanto da parte do paciente que busca a reabilitação, como do acompanhante que deve estar envolvido no processo de melhora do paciente. Nossa função é em linhas gerais, restabelecer a dieta, a mastigação, devolver a sensibilidade facial ao paciente para que ele volte a se alimentar bem”, ressalta Maria Fernanda Paes de Barros, fonoaudióloga do Pronto Socorro.
Ela explica que, conforme a parte do cérebro atingida e a intensidade do acidente vascular, o paciente pode apresentar “emiplegia” (paralisia de um lado da face). É neste exato momento que entra o profissional da fonoaudiologia para reabilitar e recompor os movimentos através de sucessivos e variados exercícios de estimulação oral.
Não pode haver, segundo entendimento da equipe de profissionais, interrupção no tratamento sob pena de não corrigir a lesão. Os exercícios de estímulo muscular e sensorial obedecem a uma seqüência para que se tenha êxito. Feito isso, paulatinamente, o paciente vai recuperando os movimentos da face e normalizando sua alimentação e apresentando conseqüente melhora clínica.
Um atendimento, segundo a equipe de fonoaudiologia, imprescindível dentro do Pronto Socorro de Cuiabá porque cuida de pacientes que estão com a parte cognitiva, psicomotora da face comprometidas em parte ou no seu todo. Em sua maioria, pacientes que têm no seu histórico clínico paralisia fácil ou labial decorrente de AVC (hemorrágico ou isquêmico) e traumatismo craniano e precisam de todo um trabalho paralelo de reabilitação que envolve os profissionais de várias áreas numa ação terapêutica conjunta.
“Tive um derrame há dois anos e quando entrei aqui, não comia. Fiz exercícios de estimulação e agora, depois de um trabalho competente da fonoaudióloga do pronto socorro, posso me alimentar. Ainda tenho certa dificuldade, mas me sinto muito mais forte e capaz”, comenta Marinéia de Souza Silva (36).

Autor: Raquel Ferreira

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