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defApesar das barreiras físicas ou mentais, eles estão se superando e provando que têm valor para o mercado de trabalho Graças à lei que estabelece cotas para a contratação de trabalhadores com algum tipo de deficiência, o mercado de trabalho teve uma grata surpresa. O desempenho dos deficientes tem agradado muito pela disposição e empenho demonstrado por eles nas empresas.

Especialistas ouvidos pela reportagem dizem que o bom desempenho é justificado pela determinação desses trabalhadores de mostrar que são capazes de desempenhar suas funções independentemente de suas limitações físicas ou intelectuais. Nessa tentativa de estar sempre provando que conseguem dar conta do recado, eles se superam e acabam por surpreender empregadores e colegas de trabalho.

A lei de cotas (8.213/91) estabelece que empresas com mais de 100 funcionários precisam ter em seus quadros uma porcentagem de trabalhadores com algum tipo de deficiência. Foi uma forma que os parlamentares encontraram de forçar a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. Algumas empresas de Bauru, como a Tilibra, por exemplo, contratam deficientes muito antes de isso se tornar uma obrigação. De acordo com a chefe de recrutamento, seleção e treinamento da empresa, Sandra Mello, apesar das deficiências físicas ou mentais, os níveis de produtividade e comprometimento desses trabalhadores são iguais a qualquer outro.

Ela cita um funcionário que tem síndrome de down e atua na empresa há 10 anos. Um exemplo de eficiência, pois, segundo Sandra, ele não estaria mais no emprego se não correspondesse às expectativas da empresa.  “Eles não produzem menos por serem deficientes. São tão esforçados quanto os demais. E eles sabem que se não produzirem o esperado, não tem como mantê-los. Não é porque são deficientes que têm emprego garantido. Eles precisam mostrar serviço e se fizerem isso podem fazer carreira dentro da empresa”, comenta Sandra. Ela não soube informar quantos funcionários com algum tipo de deficiência existem atualmente na Tilibra, mas afirmou que é uma quantidade que está acima da cota mínima exigida por lei. Jean Carlos de Souza, 33 anos, trabalha há 12 anos na empresa. Há cerca de oito anos, sofreu um acidente e perdeu os movimentos do braço direito. Ele ficou cinco anos afastado. Segundo ele, foi um período difícil e de muita indefinição. Jean não sabia ao certo como seria sua vida dali para frente. Achava que sua incapacidade o deixaria fora do mercado de trabalho e chegou a pensar, inclusive, que teria de se aposentar por invalidez. Quando voltou ao trabalho na Tilibra, aos poucos, Jean foi percebendo que poderia sim ser útil à empresa. Se empolgou ao ponto de voltar a estudar e fazer novos cursos com o objetivo de aprimorar seus conhecimentos e se superar cada vez mais. “Minha ideia é mostrar que é possível evoluir sempre”, diz. O depoimento de Neusa Baptista, mãe de um deficiente que está no mercado de trabalho, mostra como essa inserção tem feito bem para eles e para a família como um todo. “Ao meu ver, a inclusão do deficiente físico no trabalho e de extrema importância. Como mãe de um deles, posso afirmar que é muito gratificante vê-los evoluir graças a esta oportunidade.

Meu filho começou a trabalhar com 21 anos de idade. Hoje, aos 27 anos, é uma pessoa responsável, sereno, colaborador e um excelente profissional, que me ajuda em todos os sentidos, inclusive o financeiro.” Segundo ela, o trabalho trouxe confiança ao filho e segurança no convívio com as outras pessoas, respeito e dignidade. Empresas ressaltam as qualidades Alto nível de responsabilidade, pontualidade e eficiência são algumas das qualidades apontadas pelo Grupo NP quando o assunto são seus colaboradores com deficiência.

A empresa, uma das maiores empregadoras de Bauru, tem um grupo grande de deficientes em seu quadro profissional. Portanto, tem condições de avaliar o desempenho deles ao longo dos últimos anos. Segundo Juliana Dorigo, gerente de recursos humanos da Paschoalotto Serviços Financeiros, as pessoas com deficiência apresentam interesse, cordialidade e comprometimento em suas atividades. Na empresa, eles atuam, basicamente, nas áreas de atendimento, administrativa e cobrança. “Geralmente, eles se mantêm muito tempo na empresa e se diferenciam pelo alto nível de responsabilidade em cumprir corretamente o seu horário de trabalho e as suas tarefas diárias”, revela. Para desenvolver profissionalmente esses colaboradores, Juliana conta que são realizados treinamentos sobre comportamento e trabalho em equipe, bem como atendimentos individuais com os interessados para auxiliar e orientar sobre suas dificuldades, adaptação ao ambiente de trabalho entre outros assuntos. A assistente social Célia Cristina Lobato, do Núcleo Integrado de Reabilitação e Habilitação do Centrinho-USP (Nirh), comenta que os empregadores têm se mostrado surpresos com o retorno que estão recebendo dos funcionários deficientes. “Antigamente, eles (empresários) tinham medo de contratá-los. Com o tempo, os deficientes mostraram que são plenamente capazes e, agora, as empresas nos ligam sem medo, pois sabem que podem contar com esses funcionários”, conta. “Teve um empresário que comentou que estava tão satisfeito com o desempenho dos deficientes que gostaria de ter uma sessão inteira só com esses funcionários”, completa.

A psicóloga Oleana Rodrigues Maciel de Andrade, também do Nirh, elogia a lei de cotas. Segundo ela, além da função social, ela serviu para abrir os olhos dos empregadores para a eficiência desses trabalhadores. “Antes, nós íamos atrás das empresas implorando trabalho para os deficientes. Hoje, são as empresas que vêm atrás de nós para contratá-los. A lei, aliada à eficiência dos deficientes, inverteu a situação”, disse. Para analista, resposta do trabalhador é melhor quando ambiente é receptivo A maneira como o funcionário deficiente é recebido no local de trabalho reflete diretamente na sua produtividade dentro da empresa. Se o ambiente é receptivo, as chances de ele se destacar são maiores. Por isso, a analista de recursos humanos Natacha Nishihara, da RH Assessoria, diz que não é apenas o deficiente que precisa de treinamento para entrar em uma empresa, mas a empresa também precisa estar preparada para recebê-lo de forma adequada. “Uma das maiores preocupações é aprimorar a humanização do local de trabalho”, afirma ela. “É um trabalho a longo prazo que inclui a questão da acessibilidade e da preparação da equipe de trabalho que recebe esses trabalhadores.” Natacha lembra que nem todas as empresas têm, por exemplo, em seu quadro de funcionários pessoas que saibam a linguagem de libras. “A humanização do local de trabalho passa pelo treinamento dos colaboradores para receber bem os deficientes, a adaptação das estruturas físicas e pelo oferecimento de condições para que eles desenvolvam suas funções corretamente”, aponta. Na opinião da analista, não adianta a empresa querer contratar um deficiente se os demais funcionários e a própria estrutura da empresa não estão preparados para recebê-lo. “A deficiência é um simples detalhe. Isso não interfere no desempenho.

Se forem lhe dadas condições de trabalho, o deficiente pode exercer bem sua função”, afirma. De acordo com Natacha, geralmente, os deficientes são chamados para exercer funções dentro dos setores operacional, administrativo e de telemarketing. Segundo ela, a remuneração normalmente é compatível com o que outros, com a mesma formação, recebem dentro da empresa. Inserção no mercado é vida nova Uma vida nova. É assim que as pessoas ouvidas pela reportagem definem a experiência de obter um emprego apesar das suas limitações físicas ou mentais. Jenifer Massae Baptista Nishida Silva, 31 anos, começou a trabalhar com 17. Atualmente, ela está atuando como auxiliar administrativo no setor de arquivos da Divisão de Saúde Auditiva do Centrinho/USP. Jenifer tem deficiência auditiva e é uma profissional capacitada pelo Núcleo Integrado de Reabilitação e Habilitação (Nirh). “Eu adoro o que faço. É muito gratificante poder trabalhar.

Gostaria de trabalhar mais. Aqui, consegui amigos e dinheiro para compra minha casa”, diz ela, toda feliz. Casada há cerca de um ano, Jenifer comemora por não ter de pagar aluguel. Segundo Inez Dias de Moraes, chefe do setor de arquivo, consequentemente chefe de Jenifer, elogia a postura da companheira de serviço e também sua capacidade de lidar com números e prontuários. “Ela é meu computadorzinho. Sempre que preciso lembrar de algo, pergunto a ela”, relata. “Ela tem uma cabeça muito boa e muita disposição. Não dou nota 10 para ela porque ninguém é perfeito, mas dou 9. Jenifer é muito prestativa, procura ajudar a todos. Ela não tem preguiça e isso faz diferença”, comenta Inez. Além de Jenifer, Inez trabalha e já trabalhou com outros deficientes. Ela conta que é uma característica deles essa disposição acima da média. “Devido às dificuldades, eles se esforçam o tempo todo para mostrar que são capazes”, avalia. Por sua vez, Shirley Veloso, 41 anos, encontrou uma nova motivação ao conseguir um emprego como recepcionista na empresa NP Full Service.

Há quatro anos, por conta de complicações durante uma cirurgia, ela perdeu os movimentos das pernas, tornou-se uma cadeirante e passou a conviver com todos os dilemas e dificuldades desse público. “Os seis primeiros meses após deixar de andar, foi um período difícil da minha vida”, revela. Shirley iniciou tratamento na Sorri e foi incluída nos cursos de capacitação para o mercado de trabalho. Ela passou por um treinamento para enfrentar as reações das pessoas diante de sua condição de cadeirante. Quando sentiu que estava preparada para voltar ao mercado de trabalho, começou a distribuir currículos. A expectativa durou dois meses. Foi quando a NP Full Services, que pertence ao Grupo NP, ligou pedindo que ela comparecesse para uma entrevista. Quando recebeu a notícia de que seria contratada, Shirley conta que houve uma transformação em sua vida. “Melhorou tudo. Melhorou minha cabeça, minha autoestima, minha família, aprendi coisas novas, fiz amizades. Enfim, minha vida melhorou 100%”, comenta. Segundo ela, a forma como a empresa a recebeu bem também contribuiu para ela se sentir bem e realizada. Tanto entusiasmo chamou a atenção e motivou elogios da gerente administrativa da NP Full Services, Andréa Merighi. “Shirley é uma ótima colaboradora, supera em qualidade e profissionalismo a função que exerce.” Jionatho Aparecido de Souza tem 28 anos e trabalha como auxiliar administrativo na HDI Seguros. A exemplo dos demais, a conquista do emprego foi um divisor de águas em sua existência. “Ao me integrar no mercado de trabalho eu tive várias conquistas, como igualdade profissional, familiar e até emocional porque o preconceito, de alguma forma, é derrubado e os desafios e planos podem ser alcançados”, destaca. Segundo ele, estar empregado tem um significado muito precioso para ele. “Sou casado e tenho dois filhos e um cachorrinho. É muito gratificante poder dar à minha família o sustento de cada dia, mesmo com todas as dificuldades da deficiência, e provar que é possível ser feliz e fazer minha família feliz”, orgulha-se. “E isso me acrescentou mais caráter.

Na verdade, me tornei um homem completo tanto no aspecto profissional quanto no pessoal. Hoje sou pai de família e trabalhador ‘completo’. E nisso encontrei mais força para lutar e acreditar que na fraqueza Deus nos faz forte”, ensina.  Experiência de aprendizado mútuo A Zopone Engenharia e Comércio também adota a política de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Atualmente, são vários os profissionais com algum tipo de deficiência que trabalham na empresa. De acordo com o Departamento de Responsabilidade Social, a experiência tem sido um aprendizado mútuo. A empresa entende que o relacionamento e a integração entre os colaboradores são fatores importantes para que a inclusão, de fato, aconteça, pois todos assumem responsabilidades.

A melhor oportunidade de integração, na avaliação da empresa, é justamente no convívio diário, quando o funcionário aprende a ter confiança no colega de trabalho, pois depende da conclusão de suas tarefas. De acordo com o Departamento de Responsabilidade Social, as pessoas que têm uma dificuldade física ou mental, assim como todos os demais colaboradores, são avaliadas pelo seu desempenho, tomam conhecimento das suas qualidades e pontos a serem melhorados no trabalho e, desta forma, poder vislumbrar crescimento dentro da empresa e na vida profissional. A empresa Brambilla possui dois deficientes em seu quadro de funcionários. Um está na empresa desde 2006 e cuida da distribuição de produtos de limpeza, usados na higienização dos ônibus. O outro integra a equipe de jardinagem desde 2009.  “Ambos trabalham em perfeita harmonia com todos os outros colaboradores, com responsabilidades e produzem com qualidade”, informa a empresa.  Baixa qualificação é maior obstáculo Com a lei de cotas, as pessoas com deficiência finalmente puderam mostrar que são competentes para desempenhar diferentes funções dentro das empresas. Oportunidades no mercado de trabalho não é mais problema.

A barreira, agora, é outra. A falta de qualificação devido à baixa escolaridade. Uma outra lei, que trata da presença de intérpretes dentro da sala de aula, deve corrigir uma outra distorção. Desta vez, nas escolas. Sem os intérpretes nas salas de aulas, os deficientes auditivos não conseguiam acompanhar o restante dos colegas na questão do aprendizado. Sem compreender o que os professores diziam lá na frente, não tinha como entender a matéria. Consequentemente, o aluno deficiente não aprendia e desistia de frequentar as aulas, ficando atrasado em sua vida escolar. E as empresas, para se enquadrar nas exigências dos padrões de qualidade, precisam ter em seus quadros funcionários com pelo menos o ensino médio. Algo que poucos deficientes conseguiram. “Às vezes, as empresas deixam de contratar porque precisam atender a alguns requisitos básicos, como a escolaridade de seus funcionários”, diz a assistente social Célia Cristina Lobato, do Núcleo Integrado de Reabilitação e Habilitação do Centrinho-USP (Nirh). Na opinião da psicóloga Oleana Rodrigues Maciel de Andrade, também do Nirh, é bem provável que mais esse obstáculo será superado em breve.

Ela acredita que a presença de intérpretes na sala de aula vai mudar o panorama da falta de escolaridade e capacitação dos deficientes. “Nós procuramos, inclusive, a família para conscientizar sobre a importância da escolaridade e de se fazer cursos profissionalizantes”, revela a psicóloga. De acordo com ela, com a inclusão no mercado de trabalho, essa exigência torna-se ainda mais importante e indispensável para os deficientes. A assistente social Cristina Lobato conta que alguns dos assistidos pelo Nirh fizeram cursos no Senai e hoje estão trabalhando na unidade da Volvo, em Pederneiras. Ao todo, são nove deficientes auditivos trabalhando lá. “O trabalho é importante para qualquer pessoa, mais ainda para os deficientes porque ajuda a superar o pensamento de que são incapazes. A oportunidade de trabalho mostra que eles conseguem. Com isso, eles se sentem mais valorizados, passam a ter uma outra imagem na sociedade”, avalia a psicóloga. O sentimento de realização pessoal e profissional é tão forte que, segundo Cristina, quando os assistidos estão de folga ou férias do trabalho, eles vão até o Nirh bem vestidos, muitos exibindo com orgulho a camiseta da empresa onde trabalham e mostrando uma felicidade e uma autoconfiança que emociona a todos.

Com a finalidade de contribuir para a formação dos deficientes, a Sorri, pioneira em reabilitação profissional em Bauru, tem oferecido cursos de capacitação. Atualmente, estão em andamento os cursos de garçom, auxiliar administrativo, atendente comercial e organizador de ambientes. Todos proporcionando vivências e práticas na função. Ainda há vagas para quem se interessar. Basta ligar para (14) 4009-1000. Os cursos são gratuitos. Por sua vez, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) está com as inscrições abertas para o Programa de Educação Profissional para as pessoas com deficiência intelectual,  nos cursos de auxiliar de cozinha, auxiliar de limpeza , auxiliar de escritório e empacotador de supermercado. Também estão abertas as inscrições para o curso de preparação para o trabalho para pessoas com deficiência física. Os interessados podem agendar pelo telefone (14) 3106-1252 o acolhimento com as profissionais Rose Carrara ou Sibele ou pessoalmente na Apae, na avenida José Henrique Ferraz 20-20, Jardim Ouro Verde.

Instituições oferecem treinamento Pensando em ampliar as oportunidades de encaminhamento e sucesso das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, algumas entidades de Bauru estão investindo na qualificação dessas pessoas. “É fato a necessidade de investimento na qualificação profissional desta gama da população. Em decorrência desta preocupação, em 2012 firmamos parceria com a Secretaria do Bem Estar Social (Sebes) de Bauru, por meio do serviço de Inclusão Produtiva, para oferecer cursos teórico-práticos para pessoas com deficiência e população de baixa renda”, comenta a psicóloga e coordenadora do Programa de Educação e Reabilitação Profissional/Inclusão Produtiva da Sorri Fernanda Piovesan Dota. O Programa de Educação e Reabilitação Profissional (PERP) da Sorri atualmente é divido em três módulos. Os focos são aprendizagem específica e desenvolvimento de conhecimento técnico de acordo com os cursos ministrados; desenvolvimento pessoal que contribui para a autonomia dos usuários e oferece desde curso de etiqueta profissional até apoio psicológico; e habilidades gerenciais com noções de autogestão, identificação de função, busca e manutenção do emprego. 

O PERP e outras instituições de Bauru, como o Centrinho e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), também oferecem o serviço de assessoria às empresas contratantes, como seleção e encaminhamento de candidatos as vagas, análise de acessibilidade e adaptações, sensibilização e conscientização sobre as deficiências. Outro diferencial é o serviço de pós-colocação, que prevê o acompanhamento por equipe técnica especializada dos usuários inseridos no mercado de trabalho durante o período que for necessário. “Temos observado uma grande aceitação e empenho por parte das empresas para receber essa população demonstrando respeito à diversidade humana. E constatado que, na prática, as pessoas encaminhadas apresentam, de maneira geral, competências apropriadas, baixo absenteísmo e ótima produtividade”, frisa Fernanda.

Ela informa que no ano passado, o índice de retenção de emprego entre os deficientes encaminhados pela Sorri foi de 90%. “Percebemos que, com este trabalho, muitos são os resultados alcançados, podendo-se destacar a confiança nas potencialidades das pessoas com deficiência, encaminhamentos de alunos com maior comprometimento, abertura de novas oportunidades de emprego, maior aceitação e esclarecimentos de outros funcionários das empresas e da comunidade e extinção gradual do estigma de incapacidade”, comemora Sílvia dos Santos, pedagoga e coordenadora do Serviço de Educação, Encaminhamento, Acompanhamento e Supervisão Profissional (Seeasp) da Apae de Bauru. Segundo ela, os resultados mostram que vale a pena trabalhar com pessoa com deficiência. “A cada encaminhamento, nossos alunos nos surpreendem, mostram o quanto são capazes de transformar não só suas vidas, como as vidas de seus familiares. Os resultados mostram que a transformação é para todos”, afirma Sílvia. Já o Núcleo Integrado de Reabilitação e Habilitação (Nirh), ligado ao Centrinho, tem projetos nas áreas educacionais e profissionalizantes, auxiliando no desenvolvimento da autoestima dos pacientes. Crianças, adolescentes e jovens com problemas de surdez têm aulas de libras, língua portuguesa escrita, atividades expressivas, aulas de informática e de educação profissional, além da colocação e acompanhamento no mercado de trabalho. A equipe dos programas é formada por pedagogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, além de instrutor de libras. Adilson Camargo Fonte: JCNET

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