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Acic discute cursos de capacitação para deficientes físicosSanta Catarina possui 180 mil deficientes físicos, mas apenas 13 mil estão no mercado de trabalho. Das cerca de 40 mil vagas de trabalho específicas disponíveis em SC, faltam ser preenchidas 26,5 mil, isso porque não há deficientes capacitados para ocupá-las. Diante das dificuldades das empresas em preencher os percentuais, a Associação Empresarial de Criciúma (Acic)

iniciou esta semana um trabalho para tentar adequar a legislação à realidade das suas associadas. Muitas empresas já foram multadas por não conseguirem fechar as cotas. Nesta semana, a diretoria da Acic iniciou as discussões e se reuniu com o coordenador do Ministério do Trabalho e Emprego em Santa Catarina, Rodrigo Minotto. Do encontro, ficou definido um grupo de trabalho que irá encaminhar as discussões e ações para qualificação de pessoas.

 

O Decreto nº 3.298 de 1999 definiu as cotas de inclusão de pessoas portadoras em 2% para as empresas com 100 a 200 empregados, 3% no caso de 201 a 500, 4% para as que têm entre 501 e 1.000 e 5% para aquelas com mais de mil trabalhadores. De acordo com Rodrigo Minotto o Ministério do Trabalho não pode deixar de fiscalizar as empresas que não conseguiram se adequar aos valores estabelecidos.
No entanto, alertou que existe a possibilidade de realizar um projeto que crie cursos de qualificação e assim ampliar a oferta de mão-de-obra para as empresas. “Nós sabemos das dificuldades de setores como vigilância, eletrificação e transportes, para completar as cotas, pois geralmente são empresas com muitos colaboradores”, explicou Minotto. Segundo ele, em alguns casos as empresas estão entrando com recursos judiciais que justificam o não preenchimento das cotas.

Para o presidente da Acic, Olvacir Bez Fontana, as empresas têm tido a boa vontade de buscar preencher as cotas, mas o número de pessoas disponíveis não tem sido suficiente nem adequado às necessidades do mercado. Na visão da Acic, é necessário capacitar pessoas para estas vagas, antes da ação fiscalizatória do Ministério do Trabalho. Através do grupo de trabalho a entidade vai encaminhar um pedido de qualificação e também a modificação da lei.

Conforme com a deficiente física Patrícia Bonfante, que possui luxação de quadril e encurtamento em uma das pernas, as dificuldades dos deficientes vão além do que as pessoas possam imaginar. “Geralmente as empresas perguntavam o que eu sentia, se ia muito ao médico, não perguntavam o que eu sabia fazer. Creio que uma pessoa cega, surda seja muito pior”, explica.

Segundo a jovem, as empresas geralmente não se adequam aos deficientes. “Como contratar um cadeirante se a empresa não dá acesso a essa pessoa? “Sem contar que muitas empresas contam para um tipo de trabalho, e acabam dando outro cargo para o deficiente, por exemplo, tenho colegas que foram contratadas como auxiliar administrativo e acabaram carregando caixas”, conclui a estudante.

Colaboração: Ana Sofia Schuster/Novo Texto Comunicação

 

 

 

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