Eloir Goedere, que é cadeirante e faz parte da Associação dos Deficientes Físicos de Pato Branco, testou o protótipo dando algumas voltas pelo campus da UTFPR (Foto: Dayanne do Nascimento)Com a finalidade de facilitar a mobilidade para cadeirantes, o acadêmico Vinicius Eduardo Grigolo, do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Pato Branco, desenvolveu um protótipo híbrido de frontbike, que consiste em uma cadeira de rodas acoplada com uma dianteira de motocicleta, que se transforma em uma espécie de triciclo.

O protótipo faz parte trabalho de conclusão do curso e foi apresentado à banca avaliadora por Vinicius na tarde desta segunda-feira (10).
O protótipo desenvolvido pelo acadêmico é destinado aos portadores de necessidades físicas que tenham perda total ou parcial dos movimentos, dos membros inferiores, pois ele é comandado pelas mãos. Segundo o acadêmico, a ideia é permitir que essas pessoas possam ter uma mobilidade maior, principalmente em vias urbanas.
“Eu queria fazer um trabalho que além de me auxiliar na formação de engenheiro (mecânico) também tivesse um impacto social na comunidade”, comentou.
Funcionamento
O protótipo funciona por meio de um motor de 500 watts, 48 volts e 10 ampere/hora, uma bateria de lítio, que tem durabilidade de até uma hora e meia, ininterruptamente. A velocidade máxima que o protótipo atinge é de 31,6 km/h.
Apesar da eficiência do projeto desenvolvido por Vinicius, para esse ter uma viabilidade ainda maior são necessários alguns ajustes. O acadêmico apontou algumas mudanças necessárias, como diminuir o peso do material utilizado, tornar a forma de acoplagem mais pratica para o cadeirante e também o custo de fabricação, que hoje ainda torna inviável a comercialização do protótipo. Apesar dos ajustes necessários, o projeto de Vinicius recebeu a nota máxima da banca.
Apoio
Para o desenvolvimento do protótipo, Vinicius contou com o apoio do Rotary Clube Pato Branco Sul, que foi quem financiou a montagem com R$ 3 mil.
O governador assistente da área 9 do Distrito 4640 do Rotary Clube, Rodrigo Battiston, disse que o Rotary se interessou pelo projeto, não apenas porque é uma iniciativa capaz de melhorar a mobilidade das pessoas portadoras de necessidades especiais, mas também porque é um projeto que causa menos danos ao meio ambiente.
Durante a apresentação à banca avaliadora também estiveram assistindo a exposição do projeto os membros da Associação dos Deficientes Físicos de Pato Branco, o presidente Siegfried Graef e o tesoureiro da Associação, Eloir Goedere, que ao final aproveitou para fazer um teste no funcionamento do protótipo, dando algumas voltas pelo campus da UTFPR com o veículo.

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